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19/03/2019

Muitas vezes, nós nos sentimos desesperançosos em relação às nossas próprias vidas, sem saber como fazer para viver bem, com plenitude e felicidade.

Essa belíssima história nos mostra que muitas vezes a solução está bem diante dos nossos olhos. Leia com o coração aberto.

Essa lenda remonta a um Japão antigo, época em que senhores feudais travaram batalhas terríveis, e muitos combatentes foram mortos, deixando muito vazio e dor nas pessoas que sobreviveram. Nessa época, a paz é uma raridade, porque assim que um conflito chegava ao fim, outro começava.

No entanto, apesar de toda essa destruição, uma floresta se mantinha intacta, cheia de belas árvores que exalavam perfumes delicados e eram uma espécie de consolo e esperança para as pessoas que vivem no país destruído. Nenhum exército tinha coragem de prejudicar essa linda obra da natureza.

A floresta tinha uma beleza incrível, mas dentre todas as árvores, existia uma que nunca floresceu. Apesar de estar viva, e ele seca e sem cor, e mui...

Nos tempos do Buda Sakayamuni, no reino de Kosala, vivia um rapaz muito bonito, forte e inteligente. Ele era discípulo de um homem que liderava uma seita de falsos ensinamentos. A mulher desse líder apaixonou-se pelo rapaz. Um dia, quando seu marido estava ausente, ela confessou seus sentimentos ao jovem e tentou seduzi-lo. De caráter íntegro, ele resistiu aos avanços da mulher e a censurou pela infidelidade.

Envergonhada, ela foi embora cabisbaixa e frustrada. Logo, a paixão ardente se transformou em ódio desenfreado e ela arquitetou uma vingança terrível: rasgou as próprias roupas e caiu no chão com o corpo exposto da cintura para baixo. Chorando, disse ao marido que o jovem discípulo se aproveitara de sua ausência e a estuprara.

O marido ficou horrorizado. O ciúme violento o fez pensar numa vingança capaz de levar o jovem à autodestruição e ao sofrimento eterno. Fingindo tranquilidade, ele chamou seu discípulo e disse:

“Você já dominou todos os meus ensinamentos. A única coisa que lhe...

Um casal que tinha hospedaria ouviu que uma planta chamada myoga (broto de gengibre japonês)  era capaz de fazer as pessoas esquecerem das coisas.

Um dia, um homem parecia muito rico alojou-se na hospedaria com uma enorme bagagem. O casal ganancioso, querendo que o cliente esquecesse sua mala quando fosse embora, resolveu servir vários pratos preparados com myoga: sopa de myoga, refogado de myoga, salada de myoga, frituras de myoga – enfim, usaram myoga em todos os pratos.

“O senhor nos desculpe”, pediram os proprietários ao hóspede. “Como estamos longe da cidade, não há nenhum prato especial. Preparamos tudo com myoga que colhemos da nossa horta. Por favor, sirva-se”.

“Ora, eu adoro myoga”, disse o homem. “Muito obrigado”.

Não havia dúvida de que o hóspede esqueceria toda a bagagem quando fosse embora.

À noite, os dois ficaram deitados conversando, fazendo planos: “Vou comprar um quimono novo para você, e para mim uma roupa nova de primeira”, disse o marido.

Ambos dormiram felizes, mal pode...

Victor Hugo escreveu este poema ao seu filho antes de seu nascimento.

Desejo primeiro que você ame e que amando, também seja amado.

E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo pois, que não seja assim mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos que mesmo maus e inconsequentes,

sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos num deles você possa

confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos,

nem muitos nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes,

você se interpele a respeito de suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, 

para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível.

E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,

essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante; não com os que erram pouco,

porque isso é fácil, mas com que erram muito e irremediavelmente,

e que...

20/12/2017

Há um tempo em que é preciso

abandonar as roupas usadas

que já têm a forma do nosso corpo

e esquecer os nossos caminhos que

nos levam sempre aos mesmos lugares...

É o tempo de travessia e, se não

ousarmos fazê-la, teremos ficado para

sempre à margem de nós mesmos.

06/12/2017

Um poema visual de enorme beleza, uma obra de arte de Nacer Khemir, Baba Aziz encerra a trilogia do deserto. O filme inicia-se com a estória de um dervixe chamado Baba Aziz e sua neta espiritual, Ishtar. Juntos, percorrem o deserto atrás de uma grande reunião de dervixes que ocorre uma vez a cada 30 anos. Tendo a fé como único guia, os dois viajam por vários dias pela imensidão. Para ajudar a suportar a viagem, Baba Aziz passa a contar estórias do príncipe do deserto que contemplava sua alma ao lado de uma pequena piscina. No decorrer da narrativa, os viajantes encontram outros que também contam suas estórias.Repleto de imagens maravilhosas e belíssima música, Nacer Khemir criou uma fábula inédita e encantadora filmada nas areias da Tunísia e do Irã. O roteiro desse filme foi escrito pelo próprio Khemir, em parceria com Tonino Guerra, autor de diversos roteiros de grande sucesso (Amarcord, Night of the Shooting Stars, Blowup, entre outros)

08/11/2017

“Você sabia que dentro da gente mora gente? Verdade!!!

Não é só a nossa panelinha de três ou quatro gatos pingados.

Pencas de gente brotam dentro da gente.

Brotam parentes sorridentes e atraentes, conhecidos distraídos e enxeridos, companheiros fofoqueiros e bisbilhoteiros.

O gozado é que pensamos que somos diferentes de toda essa gente, mas no fundo somos toda essa massa de gente.

Somos uma geléia de raças, ancestrais, familiares e amigos.

Afinal, o mundo é um só país e nós, os humanos, somos seus cidadãos.

Somos feitos de gente que se foi e de gente que ainda não nasceu.

E nem adianta erguer muros, trancar portas, fechar janelas e fingir que dentro de nós não cabe mais ninguém.

Porque não tem coisa mais gostosa do que abrir o coração para um novo amigo entrar.

E daí receber o novo amigo como manda a etiqueta: servir cafezinho, bolo de fubá, de chocolate, biscoitos em forma de oito, frutas, sorrisos, e, ainda por cima, oferecer a melhor poltrona para ele sentar.

Ah!  Como é bom descobrir que até...

11/10/2017

Parabéns aos nossos primeiros Mestres, aos atuais e aos que virão.

E aos Mestres da Vida que nos acompanham em nossa jornada.