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25/06/2019

Algumas pessoas correm atrás da felicidade porque pensam que precisam agarrá-las. Então usam viseiras e correm...e correm. Mas a felicidade corre atrás delas e não pode alcança-las, porque elas estão atrás da felicidade.

Largue a felicidade. E quando ela vier e bater à sua porta, abra somente a porta. Você pode também deixar a porta aberta. Aí a felicidade pode ir e vir como quiser talvez se sinta à vontade com você.

Quando alguém faz um bom trabalho, quando consegue fazer algo bom e o que faz também tem efeito, fica feliz. Essa felicidade é sentida como realização. É independente da chamada sensação de felicidade. Tem algo de essencial, algo pleno. Faz a pessoa feliz, mesmo que se encontre numa situação terrível e não esteja feliz nela.

Também existe a sensação de alegria. Isso também é felicidade. Posso ter isso junto com outras pessoas, mas também independente delas. Essa sensação de alegria aparece quando tomei meus pais e eles podem estar vivos dentro de mim como um todo, do jeito qu...

18/06/2019

Como é difícil balancearmos com equilíbrio nossas prioridades, dando a devida atenção tanto ao que precisamos obter quanto ao que precisamos manter junto de nós. Embora a vida nos obrigue a despendermos a maior parte de nosso tempo trabalhando para conquistar qualidade e conforto, essa rotina pesada ao mesmo tempo nos distancia mais e mais dos contatos e interações com as pessoas.

Nessa toada, acabamos muitas vezes nos apegando demasiadamente aos bens que acumulamos, valorizando a materialidade que nos rodeia acima de qualquer coisa. E assim relegamos ao segundo plano nossas necessidades afetivas, nossos desejos sentimentais, tudo aquilo que não possui preço, o que não se compra nem se vende, apenas se vive.

Por mais que sejamos alertados para o perigo que reside nessa busca maçante pelos bens, pela riqueza, pelo status social, acabamos sendo atraídos quase que mecanicamente pelos apelos disso tudo. Vamos nos enchendo de objetos e nos esvaziando de sustância emocional, pois acabamos apen...

11/06/2019

O mestre Rubem Alves, em seu livro “O Amor Que Ascende a Lua”, diz: “O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: ‘Se eu fosse você…’ A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.

Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos. No tempo de Freud as pessoas procuravam os terapeutas para se curarem da dor das repressões sexuais. Aprendi que hoje as pessoas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pe...

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.

O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.

Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou termi...

28/05/2019

Segundo a Agência Nacional de Estatísticas do Canadá (Statistics Canada), 1 em cada 7 homens começa a sofrer de depressão seis meses depois de estar desempregado. Os homens são 3 vezes mais propensos a cometer suicídio do que as mulheres.

A “depressão masculina” se configura com elementos muito particulares, reservados aos homens. Há a necessidade de tratá-la de forma diferenciada. A depressão, quando não tem causas essencialmente orgânicas é resultante de uma combinação de fatores como histórico pessoal, traços de personalidade, cultura e elementos externos que disparam um processo silencioso de corrosão da capacidade de sentir prazer na vida, equilíbrio da negatividade ou de resiliência frente aos impasses.

Numa realidade complexa e com muitas sutilezas emocionais, o homem fica paralisado, pois não foi treinado para lidar com a amplitude de suas emoções. Assim, a solidão masculina é um fator que contribui para a construção dessa jaula social que cria uma barreira invisível entre os ami...

21/05/2019

“Sinta ansiedade para ser um ser melhor. Para ter projetos inteligentes que melhoram a vida de todos os seres. Eu reconheço a minha ansiedade e irei usá-la de forma que seja benéfica para minha saúde e para as pessoas que estão a minha volta.”

Monja Coen

14/05/2019

Nesse exato momento, existe uma infinidade de pessoas realizando as suas atividades profissionais e, ao mesmo tempo, convivendo com uma angústia extrema. Da profissão mais humilde àquela mais elitizada, ela se faz presente. Falo da Síndrome de Burnout, cujo significado faz analogia a um motor que não funciona mais. O Burnout é um adoecimento gerado pelo trabalho, que pode ser em função de uma sobrecarga para o funcionário, desvalorização ou falta de reconhecimento ou aquela insatisfação crônica com a atividade profissional que exerce.

Nem todos têm o privilégio de trabalhar com aquilo que gosta, infelizmente. Contudo, há casos em que a atividade profissional é tão incompatível com o perfil do funcionário que acaba se configurando uma verdadeira agressão à saúde emocional e/ou física dele.

Perceber-se ali, diariamente, por anos ou décadas, realizando algo que não o fascina leva o indivíduo a sentir-se fora do eixo, como quem usa um sapato que não lhe serve, uma tortura. E, engana-se quem...

Este texto foi extraído do site Pensar Contemporâneo.

https://www.pensarcontemporaneo.com

A exaustão psicológica enfraquece-nos fisicamente e mentalmente. É uma dimensão que surge como um resultado de “muito”: muitas opções, muitos pensamentos intrusivos, muito trabalho, deveres, interrupções, ansiedades … Por sua vez, isso também é um reflexo de muitos “poucos”: pouco tempo de qualidade para si mesmo , poucas horas de sono, pouca calma interior…

Todos nós já sentimos esse sentimento, esse desgaste em todos os níveis. É importante ter em mente que um cérebro cansado, psicologicamente exausto, trabalha e responde a estímulos de outra maneira. Assim, e como fato curioso, o neurocientista Matthew Walker foi capaz de demonstrar em nível de laboratório que as pessoas mentalmente cansadas têm uma percepção mais negativa de sua realidade e, além disso, são muito mais emocionalmente sensíveis.

Às vezes você se cansa, fica exausto e sem forças naquele canto solitário do desânimo, onde tudo perde a...